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Blame - o anime da Netflix

  • 10 de out. de 2017
  • 4 min de leitura

Blame

Recentemente andei traindo a dona Netflix, andei por aí, fazendo downloads, adquirindo mídias, experimentando outras plataformas, e o resultado disso é que voltei pra casa com o Crunchyroll ou a Crunchyroll (eu cheguei a perguntar se era menino ou menina, mas parece que nem todas as empresas tem uma galera tão criativa no departamento de social media).

Eu estava meio afastado do mundo dos animes, confesso que por pouca paciência para filers, exposição no roteiro e alguns maneirismos que vou chamar aqui carinhosamente de japonesices, alguns específicos do gênero Shonen. Mas essa produção da Netflix dirigida por Hiroyuki Seshita (pausa para fechar o site da wikipedia) me chamou de novo a atenção para as animações japonesas.

Cresci com Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e tantos outros na época da gloriosa TV Manchete, quando ainda não sabia o quão rica e diferenciada era a produção de animes, pra mim tudo saia dos mangás da Shonen Jump, mal imaginava eu que havia tantos outros gêneros, tanto de mangá quanto anime.

Com o tempo, fui apresentado à Death Note e Claymore e fui apresentado de forma visceral (muito, graficamente) a narrativas e formas que até então desconhecia de se fazer mangá e animes.

Diferente

Blame, é uma parada meio ali, fora do ângulo de visão, a não ser que você tenha o byakugan. Tá, exagero meu, mas para quem está acostumado com Shonen, animado no processo tradicional, com personagens juvenis, Blame chega apresentando animação feita em computação gráfica e por mais que tenha personagens adolescentes tem um plantel interessante de personagens adultos. A computação gráfica rende alguns modelos, planos e paisagens belíssimos. Belíssimos com toda a pompa que a palavra permite, me peguei pausando algumas vezes pra curtir efeitos de iluminação, profundidade de cenários e outras belezuras visuais. O design dos personagens, das armaduras, armas e demais apetrechos bem como da ambientação são acima da média. Mas...

Estranho

O anime sofre do mal das produções puramente em computação gráfica e não consegue entregar uma fluidez ou mesmo naturalidade na movimentação. Por mais que seja um estilo de animação constante, percebe-se por várias vezes uma sensação de que algo está se repetindo na tela, e bem provavelmente será a movimentação dos personagens, bem robótica, especialmente a do "meio complicado de gostar" protagonista. Contudo a obra entrega algumas batalhas bem legais de se ver e até o momento é um dos mais belos que já vi totalmente em computação gráfica.

Aquela história sabe?

Tenho receio de trabalhar com TI, pois no âmago do meu ser, sei que estou servindo ao inimigo. Paranoias a parte, Blame é mais uma trama construída em cima de uma rebelião das máquinas num futuro distópico. Falando mal e porcamente pra ficar resumido e não dar spoilers, num futuro cypberpunk (o que é sempre foda e sempre bem vindo) uma espécie de infecção fez com que o elo entre humanos e máquinas fosse perdido, fazendo com que as máquinas tratassem os humanos de forma hostil os semi aniquilando, fazendo com que os poucos humanos sobreviventes tenham que lutar por sobrevivência e "caçar" recursos numa cidade com uma extensão vertical absurda. É isso, mal e porcamente como eu havia falado. Mas, os personagens, pois é. Há um grupo de sobreviventes com toda uma tradição tribal com um nome muito maneiro que eu não sei por que não consigo me lembrar (Ahhh sim, Electro Fishers) que estão numa pindaíba absurda. Os Electro Fishers estão a beira do colapso total, sem recursos, sem comida e sem soldados, o que faz com que as crianças do que eu vou chamar de tribo, saiam para conseguir recursos. Murphy atencioso que é resolve aplicar sua lei e num instante os guris e gurias estão sendo caçados pelas máquinas e suas torres de vigia. A aniquilação da Patota, composta por pessoinhas de personalidades bem distintas mas ainda bem identificáveis como crianças frágeis (salvo a líder do bando) são salvos pelo protagonista da história, personagem central do mangá e contam as más linguas extremamente mais desenvolvido no mangá (que não li, mas irei), Killy.

Esse cara aí ó:

Killy boladão

Ele é meio a Major de Ghost in The Shell, mais um wanna be the Major de Ghost in the Shell. Ele vai melhorando até o final, não vou entrar em detalhes, mas melhora e não vou dizer o que ele melhora, mas de início ele desce meio seco e eu demorei um tempinho pra parar de achar ele meio babaca. Enfim, toca o carro!

Os personagens e suas motivações são em geral são bem construídos e entendíveis tirando um imbecil específico que não vou dizer quem é também que em determinado momento sofre daquela maldita falta de reação que passei a odiar desde que vi o anime Gantz. Não digo que todo mundo tem que ser badass em situações críticas, mas as pessoas tem que tentar pelo menos não ser um peso morto em horas que negação não resolve p*#a nenhuma. Assim...

Veredito

Bem animado dentro do possível, com belíssima arte, uma história meio batida mas bem executada com bom suspense, bons personagens e um som que é legal, nada demais que justifique um parágrafo pra ele, mas condizente com a proposta toda, Blame é sim um bom anime. Não vai mudar sua vida, nem nada do tipo, mas é uma boa proposta e diferente do que você possa estar habituado e abre horizontes para diversas outras obras. Indico bastante.

Disponibilidade: Na Netflix em 10/10/17

Duração: 1:46h

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